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terça-feira, 30 de novembro de 2010

29 Novembro 2010

Por fim,

aqui volto.

["Que helada que está esta casa... ¿Será, será que está cerca el río o es que entramos al Invierno y están llegando los fríos?"]

:

Volto de mais uma consulta de peneumo (a última foi em Setembro...); a Dra Érre não está para perder tempo com resultados medíocres. Não a posso censurar. Afinal de contas há muita gente a tentar o mesmo que eu. Os resultados deles? Não imagino.

.

Marcou-se a próxima consulta para final de Fevereiro. Como se se sublinhasse: VEJA-LÁ-SE-ME-APARECE-COM-OS-RESULTADOS-QUE-SE-ESPERAM,-TENHO-MAIS-FREGUESES!

Ajudas? Dicas? NADA!

.

Desde Agosto que algo se quebrou neste processo que parecia ir indo muito bem encaminhado. Algo se quebrou. Eu não sei o que foi; não sei onde se deu a ruptura. Não sei como restaurar aquela corda não-bamba onde me equilibrei desde 21 de Junho. Naturalmente, o problema não está na corda tensa, senão no meu (des)equilíbrio. Se caír (ai de mim!), com rede ou sem ela, não será morte de artista: é só levantar-me, com a dignidade de quem não pretende ser mais que humano, subir a escada de cordas, endireitar as costas, concentrar-me e enfrentar, de novo, o cabo.

De novo, passo-a-passo.

Diz-se que: "O MAL NÃO ESTÁ EM CAIR; ESTÁ, SIM, EM NÃO SE LEVANTAR"

.

A Dra Érre confessou-me hoje, ter 'temido', na última consulta, que eu acabasse por desistir.

Desistir, não.

Mas estou a ter dificuldade(s). Muita(s).

Ajuda(s), só a minha. ¡No llega!

Em verdade, em verdade te escrevo, my DIARY, que os medicamentos não fazem milagres... nem ajudam a que se cumpram... não são, exactamente, nem palavras mágicas nem pozinhos-de-perlim-pim-pim.

Assim fossem!

[Salagadula Mexicapula, Bibidibó Bidibu, put it together and what that you'll get?: Bibidibó bibidu!] (this was long, long time ago...)

.

Estou tão cansado. Eu sei que muito contribuí para lixar a minha própria vida!, mas é esgotante tentar remendá-la.

Caramba! É pedir muito ter um apoio ou outro? Será madureza minha? Uma excentricidade?

.

Meu Diário, sinto-me sozinho num campo de batalha, sem escudo, sem espada, lutando contra um inimigo invisível e imprevisível.

Fumar mata.

Mata de cansaço deixar de fumar.

.

Vou deitar-me.

Não ter dormido quase nada, esta noite que passou, também não me ajuda.

.

Por agora,

"fecho-te as folhas devagar, com jeito".

sábado, 25 de setembro de 2010

AGORA é que VÃO SER ELAS !!!

Diary, my Diary,
.
ESTOU EM APUROS:

meu Grilo-Falante está desapontado comigo!
Furioso!
Ralhou-me e tudo!:

- Que já não tinha idade para fazer RONHA!;
- Que ‘bonito’ EXEMPLO que estou dando aos meus Filhos;
- Que LEGITIMIDADE julgo eu ter, assim, para exigir e reclamar EMPENHOS e ESFORÇOS aos Miúdos?;
- Que raio é que me deu cri cri cri? Ckry? Krea!!;
- Que raio cri-cri-cri, cri ‘riy era eu??;
- Cri Crriii ckckckcrrrryyi!


(Nunca vira, antes, um grilo fora de si!
Virado do avesso.
É um espectáculo dispensável!
Tipo: OLIRG!)
*
*
.

*

Como castigo, encomendou-me os seguintes exercícios, a apresentar
com RELATÓRIO DE CONCLUSÕES:

Os Exercícios resolvidos :












Como o resultado/balanço do Relatório de Conclusões era igual a 12 meses de ronha controlada (ipsis verbis),
o Grilo MANDOU-me REDUZIR a malandragem (sic)
para 5 (cinco) meses.


«No teu mês de Março, já não quero saber de fumaças por essas ventas!», disse e, apontando as antenas ao meu nariz, continuou: «Estamos entendidos?»
«Matulão!... Mandrião! Calão!», rematou. E virou-me costas.




Agora, vê tu bem, meu Diary:

Tenho a minha vida controlada por um GRILO-IMPERATIVO.
Mas por que é que a minha vida não é normal, como a dos outros grilos?
Ops! Quero dizer: como a vida das outras PESSOAS?

Um grilo!
Não me faltava mais nada!

Eu que nunca conheci a Fada-dos-Dentes...
Nem o Homem-do-Saco. Nem a Cegonha-de-Paris...
Só uma vez na vida vi o Pai-Natal,
mas OBRIGARAM-me a ACREDITAR que era uma Estrela-Cadente.
Ou, então, era do ASTIGMATISMO.

Nunca mais acreditei em nada do que via.
Mas eles ficavam surpreendidos por eu não ter medo do Comboio-Fantasma.

Tenho mais medo deles que de Fantasmas que viajem de comboio! (Mas não lhes confesso isso!)

Agora um grilo!?...

Esta só posso, mesmo, confessá-la a ti, meu Dia-A-Dia!...

domingo, 22 de agosto de 2010

1. 2. 3...

1.

Existe em mim.
Dentro de mim – no cérebro ou no peito,
atrás dos olhos, não sei onde, não sei... – um lugar,
um espaço,
um sector,
seja o que for (que eu não sei), envolto em neblinas,
desfocado, confuso, fugaz, embaçado,
descorado,
indefinido – sem forma, sem nome,
sem calor ou frio...
que não é meu e inda assim o é.
Que sendo meu não me pertence,
não o conheço,
que não sei de onde vem
mas que se instala, muito à sua vontade, no seu conforto,
deixando-me desconfortável e sem vontade.

Toma conta de mim mas de mim não cuida.

Vive em meus sonos
e acorda quando eu.
Toma o mesmo café que eu tomo.
Veste-se-me.
Enrola-se-me.

Acompanha-me sem que me faça companhia
e
embaça a minha vida todo o ano:
da Primavera ao inferno.


2.

Há uma urgência.
Uma sensação de não ter tempo;
de não ter mais tempo...
de ser já tarde.
Irremediavelmente tarde!
Há um sentimento de haver esquecido...
... Algo muito importante que me escapa, que não acho...
... mas a certeza de o dever ter feito.
Há um sufoco.


3.

Sinto-me tentar cruzar um caminho com dois sentidos
e
um tráfego intenso e desmedidamente veloz.

Sou empurrado pela direita.
Sou empurrado pela esquerda.

Acabo chegando...
... não sei a onde...,
como se depositado pela espuma do Mar que me arrasta,
depois de as Ondas se encontrarem cansadas de haver zombado de mim:
rebolando-me o corpo e
enrolando a minha consciência do eu,
do meu.
Do onde
e
do quando.
E, à beira-mar duma praia que desconheço,
não encontro alma-viva ou salvador que possa,
pelo menos,
ensinar-me como sair de lá.
De ali.
Dalí.

O cansaço feito sonho esmagado e amassado com a realidade...
Surreal. Sem idade, sem inocência.
Sem força.
Sem coragem.
Os meus olhos sem miragem.
Sem mantimentos p’ra viagem,
sem mapas na bagagem...
Sem um banco na paragem.

Sem tempo na contagem.

Tanto esforço sem vantagem.
(Tanto faz ter o leito ou ser a margem...)

sábado, 21 de agosto de 2010

21 Sem(A)gosto 2010

(...)
“– Porque é que és só pressentimento,
minha Vida?”

.
SEBASTIÃO DA GAMA
in Versos Quase Tristes, Fev 1945
.
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QUEM, AFINAL, SOU EU?
..Auto-Questionário Tac-à-Tac..
.
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O MEU MAIOR DEFEITO:
Pôr à frente dos meus, os interesses alheios.
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A MINHA OCUPAÇÃO:
Bombeiro Sapador Involuntário.
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O MEU HOBBY:
Ser Pau-Para-Toda-A-Colher.
.
O QUE OS OUTROS VÊM EM MIM:
Um Confessionário.
.
A MINHA IDADE:
Muita. Demasiada para os anos que já (sobre)vivi.
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A MINHA MAIOR VIRTUDE:
Não possuir vida-própria.
.
O MEU MAIOR ERRO:
Ter acreditado que ser feliz era possível.
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A MINHA GRANDE INGENUIDADE:
Crer ter direito a Tempo e Oportunidades só para mim.
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A MINHA MAIOR DESFAÇATEZ:
Gostar de saborear o Bom que a Vida dá, ainda que seja pouco.
.
A MINHA MAIOR VELEIDADE:
Querer muito, muito Paz e Serenidade.
.
O MEU DIA DE SORTE:
30 de Fevereiro.
.
OS MEUS ACESSÓRIOS IMPRESCINDÍVEIS:
Algemas e Grilhetas.
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AS MINHAS COMPANHIAS DE ESTIMAÇÃO:
Os meus bafientos fantasmas.
.
O MEU MELHOR AMIGO:
O Azar.
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UMA AMIGA SEMPRE PRESENTE:
A Solidão.
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O LUGAR QUE OCUPO NO TEATRO DA VIDA:
Nenhum. Quem projectou a Sala não contou comigo.
.
A MINHA MORADA:
Rua da Incerteza, nº 13 – Bairro da Angústia.
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O LUGAR ONDE VÃO DAR TODOS OS MEUS PASSOS:
A um qualquer Beco-Sem-Saida. Ou sempre ao mesmo.
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UM PASSEIO RECORRENTE:
Ciclos-Viciosos.
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UMA PERGUNTA QUE GOSTASSE VER RESPONDIDA:
Duas: Porquê? & Como?
.
O QUE ESCOLHERIA, AGORA, PARA BEBER :
Chá-de-Sumiço.
.
.
.
[Hoje, e até ao momento, já fumei 12]
(Quando vou eu ser presenteado com um bocado de Paz?)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

20 Des(A)gosto de 2010

“Foram montanhas? Foram mares?
Foram os números...? – Não sei.
Por muitas coisas singulares (...)”

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by Cecília Meireles
in Canção A Caminho Do Céu
(excerto)
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Sem despedidas na partida.
Sem cumprimentos à chegada.
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Como fui,
assim voltei...
…with no fuss.
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Quem foi que disse? : “Saíres daqui, por uns dias, vai fazer-te bem.”
.
[Sair, SIM, faz muito bem!] [ às vezes...]
[Pior é o regresso!...]
.
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[Eu bem sabia! que
um dia viria em que uma RECAÍDA & um qualquer FRAQUEJAR chegariam
para me atormentar. Esta casca-de-noz por si mesma feita fragata, feita falua...]
.
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Tanto Tejo para navegar!...
.
Tanta pergunta para perguntar!...
– Valerá, mesmo a pena?...
.
Tanta dúvida a angustiar!...
– Até quando resistirei?...
– Até onde reduzirei?...
– Por quanto tempo o conseguirei?...
.
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Tudo, em nós, está ligado... duma maneira ou de outra.
Como elos numa corrente, o falhanço de uma argola compromete
a robustez solidária do conjunto.
.
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Algo falhou nestes últimos dias.
A minha ‘corrente’ não é assim tão resistente...
A vontade não foi o bastante. Muito há, em mim, enfermo de reforço, carente de substituição, faltado de reparação. Falto eu na minha vida; falta-me VIDA em mim.
E tempo!... e tempo...
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Na última consulta com a Ψcóloga, dizia-me a Dra S que os medicamentos não são poções mágicas. Que os meus, até então, resultados positivos só foram possíveis por mor das minhas determinação e ganas...
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[Soube muito bem ouvi-lo,
embora suspeite que a Dra o tenha dito apenas por recear que eu desanimasse... que não gozasse de suficientes ‘aplausos’ e/ou incentivos... Soube bem, quand même.]
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[Mas, ter-mas-ão perdido no aeroporto?
Como posso reclamar?
Fazem-me falta. Muita.]
.
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Sair, SIM, faz muito bem!...
(Às vezes...)
Pior é o regresso!...
(Regressar, SIM, faz muito mal!...)
(Quase sempre...)
.
O regresso àquilo que Está-Cada-Vez-Mais-Sempre-Na-Mesma, depois de uns dias de higienização, é golpe duro.
É balde-de-água-fria.
Faz-me reflectir sobre as vantagens de “sair-daqui-por-uns-dias”.
Pudera eu sair daqui por todos os dias!...
Pudesse eu passar a limpo este bosquejo esborratado que são o meu ontem, hoje, meu amanhã; o meu (d)aqui e meu de lá.
O donde-vim que aqui me trouxe... e trazendo, me traz agrilhetado.
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FRAQUEJEI.
FRACASSEI.
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Tenho, agora, à perna o RECOMEÇAR.
A partir de uma estaca que nem sei bem qual...
Mas é inequívoco o TRAMBOLHÃO!
MERDA!
PORRA!
CAGALHÃO!
.
RECOMEÇAREI.
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Na ânsia de dar despacho a tudo (ou àquilo que me fosse possível) antes de viajar, acabei rasgando e deitando para o Papelão o Registo do meu Consumo do mês de Julho. Dei por isso ainda em Lisboa, mas demasiado tarde!
Fiquei danado quando dei pela ESTUPIDEZ!
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[Eu tenho obrigação de saber (e até sei...) que PRESSAS originam ACTOS IMPENSADOS – logo: ASNEIRA(S)!]
.
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Enquanto estive ausente, acabei não conseguindo disponibilidade para registar todos os valores de consumo.
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SEI, contudo, QUE ME ESPALHEI ao COMPRIDO!

domingo, 25 de julho de 2010

24 para 25 de JULHO

Ora, viva!
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Hoje o dia, embora mais longo, foi MUITO mais s~e~r~e~n~o!
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Acabo de chegar de casa dos Kids, onde os fui levar. Foi, sem dúvida, um dia menos stressante que o de ontem.
Viemos todos a cantar no carro, a caminho de sua casa...
Fizémos dançar o carro, ao rítmo Disco (não dos BeeGees, mas dos ABBA) que escutávos no CD...
E bem agradáveis foram o jantar e o final da noite!
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Como tudo aconteceu assim, FUMEI MENOS.
Até agora (e vou já para a caminha do óó), fumei 07 cigarros.
É bem provável que fume um 8º, antes de escorregar para os braços de Morfeu.
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Não igualo o anterior record mas, ainda assim, "salvo a Honra do Convento"... Aquilo d'ontem, foi uma VERGONHA!
("No melhor pano cai a nódoa!", é o que é!...)
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Cabe-me, agora, tomar consciência dos aspectos a TRABALHAR em mim, uma vez que já tomei consciência que não estou tão protegido assim, nem tão forte assim, para que nos momentos/episódios de tensão resista a"resolvê-los" com fumaças.
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Isto é um processo de tese... Um tratado, no final.
De certo, um item para REFLEXÃO.
De certo que SIM.
Mas não hoje.
Não agora.
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Vou recolher à cama que me viu acordar esta manhã.
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Dorme bem, meu Dia-a-Dia!

sábado, 24 de julho de 2010

23 / 24 JULHO 2010

DIARY, my DIARY,
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naturally, the Children are already in bed, sleeping.
I’m feeling better… well… at least I don’t have to pretend, to play The Officer while they dream (on nonsense things for tomorrow…)
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Quanto às marcas olímpicas… je suis désolé!...
Chapa ganha, chapa perdida... hélas...
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Amanhã, ié:
mais logo, que seja tudo mais calmo.
Mais logo, que saiba controlar-me melhor.
Mais logo falamos mais!
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Cheers!
Até mais logo!
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P.S. : a pressa não é para ir correndo para a Night na 24 de Julho. Data esta, aposto, que quem lá passa ou lá frequenta, não 'tá nem aí.
24 de Julho de 1833 : As tropas Liberais de D. Pedro IV (Imperador do Brasil) entram em Lisboa, vitoriosas contra as tropas Absolutistas de D. Miguel (irmão de D. Pedro IV e Rei "substituto/interino" de Portugal).
REPARAI, OH JUVENTUDE: quem figura na estátua em bronze na praça do Cais do Sodré? Cais do Sodré, esse, que é um dos limites da Avenida 24 de Julho. Praça essa cujo topónimo é 'PRAÇA do DUQUE da TERCEIRA'.
Pois é! O bacano da estátua, é o Duque da Terceira, o homem que comamdava as tropas de Dom Pedro IV (Pai da Princesa Maria, que viria a ser a futura monarca do reino, como Dona Maria II).
Entre 1 shot & outro, os bacanos não falam népia destas cenas? Tás a ver?
Tásse bem!
YÁ, tásse...
(acho...)
See you!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

23 JULHO 2010

I SEND an S.O.S
Meu Diário,
ajuda-me!
Ajuda-me a ser FORTE!
.
Hoje cedo, publiquei o GRÁFICO de CONSUMO dos últimos 30 dias.
Senti-me tão orgulhoso de mim!
Inda por cima remato-o com um novo RECORD (07 cigarros)...
... Horas depois... algo se desmoronou...
.
Tonight I have my Twins with me.
They will pass this night in my place and the Saturday as well.
My Kids do nothing to my nerves!
They TRY MY PATIENCE!!!!
.
Until they arrived, about 6:30 pm, I had smoke only four cigarettes.
Before 08 o’clock, I had smoke seven!
Right now, I’ve smoked 10!
.
Lord.
My LORD!
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Por que raio de razão me deixam tão stressado?
Será que gostam de me ver assim?
Será que, para eles, dá igual?
Que poder é este?
(Que força é esta, inimiga?)
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Mesmo quando pensámos e pretendemos
passar HORAS-DE-NÃO-OBRIGAÇÃO-DE-COISA-NENHUMA!...
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Eu não entendo.
Eu JURO que NÃO!
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São eles?
ou
Serei eu?
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Quem deverá reavaliar-se?
.
Já espumei um pouco. Já ataquei furiosamente nas Xiquelétes.
A ver se acalmo...
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OBRIGAGADO pela Lombada Amiga!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

22 JULHO 2010

DIARY,
.
passo apenas; não demoro.
Passo para pôr as contas em dia:
.
Ontem fumei 10 cigarros.
.
Já fui!.............

quarta-feira, 21 de julho de 2010

21 JULHO 2010

Meu, Dia-a-Dia
( melhor dizendo: Meu-Tem-Dias! ),
.
tenho estado alheio, eu sei.
Não, não te esqueci!
Não, não te troquei por outro, nem pelo outro, que tb não é actualizado dès le 14 Juillet!
Tampouco desisti. De ti ou desta batalha que, por vezes, sinto ser comigo mesmo...
.
Estive, apenas, um pouco mais preocupado e ocupado do que o costume... e um tantinho desmotivado. Foi só.
.
Aqui estou. Voltei.
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Hoje foi dia de Consulta de Psicologia, em Santa Marta, mas disso falo (escrevo) mais logo.
Como tenho feito gazeta, prefiro contar as coisas com a coerência Cronos:
Antes de Hoje ouve um Ontem...
.
(Isso já tu sabes, eu sei! Que queres?, deu-me para o lado La Paliceano do raciocínio!...)
.
... e ontem foi, tb, dia de consulta...
Esta, contudo, não agendada... Foi uma urgência.
Com esta furiosa troca de cigarros por 'Xiquelétes', para além das dores nas dobradiças das mandíbulas, começou a doer-me o ouvido esquerdo.
Como não pareceu querer passar, liguei para a Médica de Família.
Que: "Sim, sim estou a ver."; que: "Venha, venha... até à uma."
E lá abalei.
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Uma de três coisas podia ser o motivo das dores... ou... o conjunto de duas delas... ou ainda... as três juntas,
na minha perspectiva.
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Primeira coisa que podia ser motivo:
DURMO DE JANELA ABERTA e POR BAIXO DELA;
Segunda coisa:
O MASCAR CONSTANTE E INTENSO DE 'Xiquelétes' PODIA TER PROVOCADO UMA INFLAMAÇÃO ALGURES;
Terceira coisa possível:
O EXERCÍCIO DESALMADO DE MASCAR TODO O DIA TER-ME-IA FEITO SOLTAR UMA PORÇÃO DE CERÚMEN, O QUE PODERIA ESTAR FAZENDO PRESSÃO ALGURES NO OUVIDO.
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Pois bem: nem cerúmen nem inflamação. "Otite, não tem.", disse-me a Dra. Susana (a minha Dra está de férias...), "Agora, se me diz que mastiga muito e muitas pastilhas... isso pode fazer a articulação do maxilar pressionar algo, por aí...", continuou.
.
"Por que não tenta trocar as pastilhas por rebuçados?... mas escolha-os sem açúcar.", inquiriu, aconselhando-me.
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E por que não troco as pastilhas por rebuçados?, pergunto-me eu.
PORQUE NÃO GOSTO, ASSIM TANTO, DE REBUÇADOS!!!
E porque DURAM MUITO MENOS TEMPO!...
Não RENDEM...
respondo-me eu!
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Seja lá como for, terei que seguir a sugestão ou encontrar uma outra qualquer. Desde que não tenha açúcar e desde que não me obrigue a mascar.
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A minha vida EXIGE, SEMPRE, TANTO DE MIM!!!!
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[O pior de tudo isto: das privações, dos controlos, das reaprendizagens, enfim destes pequenos/grandes SACRIFÍCIOS/EXIGÊNCIAS a somar ao resto da complicação e complexidade das vidas própria... O pior de tudo isto, dizia, é eu saber que, até, sou capaz de suportá-los... Mas, ai, o que isso me custa! É uma vida inteira de renúncias e moínhas. Por isso sei que sei sofrer. Só NÃO ME APETECIA ter de SUPORTAR mais NADA QUE NÃO FOSSE ALEGRIA E SUAVIDADES até ao fim dos fins.]
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Também não é uma ópera!
Eu não quero que o seja.
Eu não vou deixar que!
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Se é para trocar pastilhas por rebuçados, pois que se troque! CUMPRA-SE!
Eu até cheguei, criança ainda, a beber leite com nata (o que, normalmente me dava vómitos...), e a mastigar e engolir os 'nervos' dos bifes...
SOBREVIVI!
... pois se já sobrevivi a coisas piores...
A PROVA é que ainda aqui estou... e nada mal para a idade!...
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Este episódio acaba com uma receita de um medicamento muito conhecido. "Mas apenas se as dores piorarem... ", advertiu-me, "Olhe que é um S.O.S!", certificou-se da boa compreensão da mensagem.
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Hoje tentei não mascar... mas não pude evitar. Por um lado, a medicação que estou tomando faz-me seca a boca. Era esperado. Faz parte dos efeitos secundários.
Por outro lado, hoje acordei muito tarde (a medicação dá-me uma 'pedrada'!...) e perdi um pouco a noção do tempo... não dei pelas horas passarem.
Daqui resulta que, quando vi as horas, estava atrasadíssimo para a consulta com a Psi!
Tentei avisar a Dra S que iria chegar mais tarde - mas que estava a caminho! - mas tive de deixar recado.
Daqui até lá chegar foram alguns minutos de alguma tensão... Detesto chegar atrasado, aonde quer que seja. Detesto não poder controlar coisas tais como a demora do Bus.
Fumei 1 cigarro na 1ª paragem. Assim que olhei o painel e vi que se previa que o meu autocarro demoraria 15 MINUTOS a chegar... não me contive... embora não fosse hora, fumei um cigarro.
Quando, por fim e após o 2º autocarro, cheguei à paragem que me convinha, fumei outro. Pelo caminho, fui fumando e correndo. (Eu sei que faz mui bem à saúde!...)
Se bem me lembro ("onde é que eu já ouvi isto?")(não é nenhum trocadilho à custa do saudoso Vitorino Nemésio... saiu assim... foi só.)
Se bem me lembro, escrevia, estaria a fumar o meu 4º cigarro da jornada. (Na pior, seria o 5º... confesso que, embora os tenha contado em frente à Psi (de mote próprio!), não consigo sentir-me seguro quanto ao número que oscila, certamente, entre 4 ou 5.)
Toda a correria: do autocarro até ao Hospital; no Hospital, o subir as escadas 2 a 2 (Juro que não tenho paciência para esperar elevadores, quando estou com pressa!), fez-me chegar ao gabinete com a boca sequíssima. Mal conseguia articular as palavras.
A Dra S sugeriu-me que me fosse refrescar ao WC. Agradeci e assim fiz. Bebi água. Voltei ao gabinete e, por fim, sentei-me.
Muito pouco tempo depois, de novo com a boca seca, acabei por retirar uma 'Xiqueléte', só uma! e mastiguei-a muito suavezinho... e com os incisivos. Quase não movia os maxilares... e deste modo pude conversar sem a dificuldade da secura.
.
Falámos coisas interessantes.
A minha reacção à anterior consulta com a Pneumologista - aquela postagem na qual praguejei a vermelho... - foi um assuntos que abordámos.
Falámos de mais coisas... que... não consigo recordar, agora... Amanhã quero fazer o exercício de rappel. (É importante, para mim.)
Contudo, lembro que, quando disse que entrei nessa outra consulta cheio de expectativas e entusiasmo "como as crianças, quando querem agradar e surpreender a Professora com um TPC irrepreensível...", usei esta frase, a Dra S remata, "Como nós somos", "Sim, de facto sou um pouco criança", reavaliei.
.
É engraçado!, pareceu-me, pelo modo como o disse, pela expressão do seu rosto, que havia uma espécie de ternura pela minha atitude naïf...
(do género: "Que fofo!")
.
Mas,
o(s) ponto(s) central(ais) da nossa conversa foi(foram):
.
"Por que razão acha o Pedro que este processo de desabituação lhe está a parecer muito fácil e rápido?"
.
"Porque acha que vai chegar um dia de volte-face, em que, julga, haverá um retrocesso?"
.
"Será que está a aplicar o mesmo modelo pelo qual já passou, anteriormente, noutras situações?"
.
Questões assaz interessantes!
Conversa interessante.
Diálogo! Não só eu a falar... há feedback do outro lado.
Muito mais eficaz.
.
Eu abordei a questão do QUERER DEIXAR DE FUMAR e o QUERER, NÃO QUERO, MAS RACIONALMENTE DEVO DEIXAR DE FUMAR.
Este ponto, que me parece importante, tenho de o trabalhar na cabecinha. Tenho de ter muito bem definido, em mim, aquilo que quero e POR QUE O QUERO.
QUERO PORQUE QUERO?
ou
QUERO PORQUE DEVO?
.
Já se fez tarde. Vou.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

le 14 JUILLET (1789 / 2010) :

a tomada da PASTILHA!

*
*
Allons Enfants
de la cigarrille!
Le Jour de Gloire
ARRIVERA!

........................................................
BON JOUR FÉRIÉ A TOUTE
LA FRANCE !
............................
*
SALUT, mon Journal!
+
Por lá, eles tomaram a Bastilha...
Por cá, eu tomo a PASTILHA!
.
Trocar uma DEPENDÊNCIA por outra
é o mesmo que
trocar RUGAS por CICATRIZES...
.
... Mas é assim que lá vou conseguindo...
Ontem, dia 13, atingi a FASQUIA-DO-DEZ-DE-QUE - só fumei 10 - mas foi mesmo por uma unnhita negra!

Hoje, ver-se-á se.
.
Ça ce n'est pas facile du tout!
Mais, on y arrivera! Plus tôt ou plus tard!
Aux ARMES! Aux ARMES!

A bientôt !

segunda-feira, 12 de julho de 2010

12 JULHO 2010

HI THERE!
.
Lá fui à consulta de Desabituação Tabágica - a segunda.
.
Não fui consultado pela Dra Lígia, ao contrário daquilo que era previsível, por lhe haver morrido um parente próximo. Fui atendido pela, não menos simpática e NÃO-FUMADORA-MILITANTE, Dra Rita.
.
Estava, juro!, à espera de uma reacção de espanto, regozijo... PALMAS, FOGUETES, FOGOS-DE-ARTIFÍCIO, GARRAFAS DE CHAMPAGNE, BRAVOS e OLÉS...
.
Estava à espera, juro que estava!, do reconhecimento de umas quantas lanças em África, que representam as diversas etapas positivamente progressivas desta minha campanha.

Mas não foi tal.

"Sim, senhor, que era muito bom, que tinha baixado DEZ VEZES o consumo...", nada que revelasse uma evolução e um empenho fora dos comuns.

(Assim, como assim, já ontem eu punha a hipótese de ser uma coisa banal, trivial, ... um 'so what?')

Mesmo assim, acalentava a ilusão de surpreender... Isso ter-me-ia sabido bem... feito bem...

... logo hoje, que tive o 1º episódio de stress/tensão e... vinguei-me nas 'Xiquelétes' e não fumei.

Não vou estar com falsas modéstias contigo, meu DIA-a-DIA (seria cretino!):

Eu acho que fiz um 'trabalho' hercúleo. Eu sinto-me orgulhoso de mim mesmo. Meio banzado com os acontecimentos, rápidos e muito rosas, mas ORGULHOSO do MEU feito.
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(Bem sei! Têm-me dito que não me entusiasme tanto; que não crie expectativas... que REBÉBÉU... PARDAIS AO NINHO...)
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I DON'T GIVE A DAMN FOR!
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Vim de lá com o desafio de ZERO cigarros por dia, até dia 02 de Agosto.

Mas porque será que quanto mais dou de mim, mais me exigem, caramba?

Eu só tive os medicamentos. As estratégias foram, todas, da minha lavra. Nem uma sugestãozinha! E agora marcam-me objrctivos!? Pontaria certeira no ponto vermelho do alvo?

UMA GAITA !!!!!!!!

Não é pêra doce reduzir o consumo de tabaco, de 4 maços diariamente, para 0,29 maços EM APENAS VINTE DIAS.

EU FUMO HÁ 30 ANOS! Não há 30 meses! Não há 30 semanas!
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Eu comecei o esquema, eu o acabo.

Fixei a FASQUIA-DO-QUIM-ZÉ. Já estou apto a TENTAR uma nova fasquia - a FASQUIA-DO-DEZ-DE-QUE. E é essa que me vou propor.

DÊEM-ME TEMPO!

HOMESSA!!!
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Não tentem pressionar-me. Isso NUNCA resultou comigo! NUNCA!!!
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Mas quem é que está à espera que um fumador da minha igualha deixe de fumar, por completo, em um mês?

Tudo bem. Eu vou ao meu ritmo. Não vou dançar outra Rumba!
*
*
*
Mas ainda aprendi uma coisa assaz imteressante, durante a consulta, no Serviço de Pneumologia:
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Num individuo, a duração do desejo de fumar um cigarro é, EM MÉDIA, de 06 minutos.

Se conseguirmos resistir, ao longo desse intervalo de tempo, provavelmente, será um cigarro que NÃO IREMOS FUMAR.

Ao fim desses 06 minutos (em média), se não cedermos, possivelmente, já o nosso cérebro estará ocupado com outra coisa... já se esqueceu do desejo, coitado.

Naturalmente, esse desejo há-de voltar...
*
*
*

Depois desta consulta, tive pela 1ª vez a consulta com a Psicóloga.

Outra Simpática-NÃO-FUMADORA-MILITANTE.

Trivialidades. Falámos trivialidades. Mais ou menos transversais ao facto de ser fumador e ao redor do(s) motivo(s) que me levaram a recorrer ao apoio da desabituação tabágica.

Quer ver-me regularmente, nesta fase inicial...

P'rá semana haverá mais...
*
Por mim e por enquanto, não sinto necessidade de apoio psicológico... mas já que mo oferecem, não o vou recusar... se não for por causa da ressaca de nicotina, seja por causa doutros macaquinhos, aqui do sótão.
*
*
Por hoje fico-me por aqui.

(Não é de propósito, JURO que não é!, mas parece-me que hoje não vou superar a FASQUIA-DO-DEZ-DE-QUE... laisse tomber!)

(Já fumei os 10... e não me vou deitar tão cedo... helass!)


domingo, 11 de julho de 2010

11 JULHO 2010

Viva lá!, meu DIA-a-DIA!
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Eu por cá vou indo desfumegando aos poucochinhos...
...
... inda meio incrédulo com os resultados; pasmado com a minha reacção pacífica, serena...
... E aliviado, com uma sensação de libertação, de menos peso sobre os ombros...
...
É curioso como ao longo da nossa vida se repetem os mesmos padrões em situações tão diversas e distintas.
Eu exemplifico:
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Outrora não saía à rua sem um relógio no pulso (ou no bolso - tive uma longa fase revivalista e, então, usava relógios de bolso). Se, por acaso, me esquecia dele (já que a primeira coisa que fazia ao entrar em casa era retirá-lo do pulso ou desembolsá-lo do colete ou das calças), voltava atrás para buscá-lo, ainda que isso pudesse comprometer a minha tão estimada pontualidade.
Nowadays, se me esquecer dele, tant pis, the show must go on e não apoquento um nada! Não que tenha desprezado a mui nobre pontualidade, não! É que se não tenho horas no pulso, tenho no telemóvel, ou no tablier do carro... ou há sempre alguém a quem perguntar. A essência da mudança é já não me sentir nú ou indefeso sem relógio.
.
Algo de semelhante ocorre, de novo, em mim.
Se, até há 20 dias, era imcapaz de considerar a hipótese de não ter comigo 4 maços de cigarros a qualquer momento do dia ou da noite, hoje basta-me ter 1 maço. E, se por esquecimento, não me aviei - pas grave! - logo logo vou comprar... sem ansiedade, sem barata-tontices. Assim que puder compro. Já posso esperar. Já sei como.
Já não me sinto à beira de sufocar por haver, apenas 4 ou 5 cigarros na caixinha, e marcar o relógio (de pulso, de bolso, de cabeceira, ...) três horas da manhã.
Esta sensação não tem preço.
.
Se isto é coisa que veio para ficar (como o Toyota), não sei.
Julgo que um fumador vive sobre uma corda bamba... a qualquer momento... ZAS! CATRAPUZ!... PUMMM!... tomba.
~
Por ora, cá me vou equilibrando; sombrinha numa mão (entenda-se: pastilhas elásticas), um aro na outra (entenda-se: medicamentos) e aulas com Mestre Circense (consultas periódicas, já se vê!).
~
Amanhã, 2ª feira, terei a minha segunda consulta de Pneumologia. Irei apresentar à Dra Lígia a tabela de consumos desde a primeira consulta... talvez até faça um gráfico todo janota...
... Estou em pulgas para ver a sua reacção!
(na volta, aquilo que me parece ser um grande feito, é coisa para ela tomar conhecimento, às meias-dúzias, a cada pequeno-almoço... Hélas!)
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Isto conduz-me ao PASSO #6: NÃO FALHAR NEM UMA CONSULTA.
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Agora, e para dar descanso ao teclado, deixo o resultado da jornada d'ontem:
Deixei 9 cigarros na caixinha, donde, fumei 11 cigarros, neste Sábado.
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Vou fazer um cafézinho:
**********************a) porque me apetece um;
**********************b) porque, enquanto o faço, faço demorar um tantinho mais o próximo cigarro que, dista já do anterior, algo parecido com 75 minutos.
(lembrar que há 20 dias atrasados, cada cigarro fumado distava do anterior 12 minutos!... Isto tem que impressionar a Dra Lígia! Olá, se tem!)
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Como não tenho quem me faça companhia, vou tomar café sozinho... É um bocado triste, mas não faz mal... eu ando a sentir-me 1/2 herói - logo eu, quem disse não acreditar em heroísmos!...
É!, meu caro DIA-a-DIA:
por vezes pagamos pela língua!
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Bom café para mim...
(e bom cigarrito - esta tem de ser escrita baixinho para a Dra Lígia não ouvir. HI! HI!)
~
Até mais!

sábado, 10 de julho de 2010

10 JULHO 2010

De passagem. De corrida.
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Estou de saída... Um sabatino Paseio-dos-Alegres...
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Enquanto me arranjava e recolhia toda a sorte de objectos indispensáveis (chaves de casa;
telecomando do carro;
óculos escuros;
etc..)-"Quem vai para mar, avia-se em terra" - dei por mim a pegar num singelo maço de cigarros. Unzinho, só... e o isqueiro - claro!
~
O interessante desta banalidade é que pode ser que passe o resto do dia fora de casa e não me fez aflição alguma não ter mais cigarros comigo.
Há 2 ou 3 semanas lá atrás, se não levasse na mochila mais três maços, para além daquele que levava, invariavelmente, num bolso bem acessível, não estaria sossegado... não me concentraria em nada mais que não fosse "Onde-Raio-Vou-Poder-Comprar-Os-Cigarros-?"
[por norma, os cigarros que fumo são mais difíceis de adquirir, não se vendem nas máquinas, nem todos os quiosques os vendem, bla, bla...]
Era 1 desassossego.
Hoje sinto-me tranquilo com aquele único maço, já aberto, no bolso dos meus calções cargo.
~
E com esta me vou... já tenho gente à minha espera... já os tenho à perna!
~
Bom Sábado!

09 / 10 JULHO 2010

Meu DIA-a-DIA,
hoje não tenho, assim a modos, nada para te dizer.
Foi banal e cansativo, o dia d'hoje.
São 0:38 - é, já, Sábado...
... só fumei 8 'garrettes' (*)
(do que me fui lembrar agora!...
Nos meus BONS & já VELHOS TEMPOS de António Arroio, era assim que eu nomeava os cigarros - os garrettes... Dizem que as palavras são como as cerejas... Os pensamentos também; qualquer um pode desencadear um outro e este último buscar mais um e... "FOI VOCÊ QUEM PEDIU UM PORTO FERREIRA?"...)
~
(*) seria o Garrett (o Almeida) fumador? Algo mais a investigar... para a minha galeria de FUMADORES FAMOSOS.
~
De resto, nada sobra.
Quem pouco tem pouco dá.
~
Fumo agora o 9º cigarro...
é para dar "Boas Noites".
~
Até amanhã, meu DIA-a-DIA.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

08 JULHO 2010

Reflectindo...

Um dia tem vinte e quatro horas, certo?
Ok! 24 horas + aqueles pozinhos que acertamos de 5 em 5 anos. [Contas!]

Ora, se um dia contém vinte e quatro horas nada mudará esta constatação. Nem a nossa atarefada jornada nem o nosso ocioso dia; que ora se nos revela demasiado pequena, uma, ora demasiado grande, o outro...

[ Agora, ficava bem, aqui, uma frase bombástica!, do tipo:
CONTUDO-O-TEMPO-NÃO-EXISTE-!
mas não. Eu sou um tantinho mais prosaico, e não embarco no Veleiro dessas Filosofias (que, de resto, respeito – só não as entendo). Se vejo, se sinto ou se cheiro, então EXISTE! ]

Mas, aonde quero eu chegar é aqui:
COMO foi possível, no Passado-Aqui-Ao-Lado, ter fumado 4 maços de cigarros e parecer poder fumar outros tantos, caso o Tempo tivesse mais tempo que o Tempo lhe permite?
PORQUE é possível, neste Presente (e prenda!), que as mesmas 24 horitas passem tão tranquilamente... sem sombras de ser enorme, o tempo... e eu fumar tão menos?

O tempo é o mesmo;
Os afazeres são os mesmos;
Eu sou o mesmo;
Os cigarros são os mesmos (apenas em menor número)...

Tem de existir uma variável nesta equação. Caso contrário, a sua solução seria equivalente à de outrora. O que não se verifica.
A única hipótese que me ocorre, para variável, é/sou eu.
Eu é o que está diferente...
May be so...
Va savoir...

Até quando?

Para cima?
Ou para baixo?

Suavezito?
Ou subitamente?

I wonder...


Whatever… However… until now I’ve smoke only eight (8) cigarettes.
Not bad at all, I may say.
XXX
PS:
By the way, I almost forgot: yesterday I’ve smoked eleven (11) cigarettes, no one more.

07 / 08 JULHO 2010

Olá, DIARY!

[tenho, mesmo, de arranjar-te um nome. Humm...]

~

Pois, eis-me de volta.

Demorei mais do que previ, mas, tal como tinha prometido, venho apresentar as continhas (actualizadas desde a última que publiquei).

~

"Lá vai água!"
:
  1. 03 de Julho - Sábado (às 05 da manhã, quando acordei cheio de sede e com a boca seca): 01 CIGARRO;
  2. 03 de Julho - Sábado (durante a jornada): 13 CIGARROS;
  3. 04 de Julho - Domingo (durante a jornada): 17 CIGARROS;
  4. 05 de Julho - Segunda (durante a jornada): 15 CIGARROS;
  5. 06 de Julho - Terça (ao longo da jornada): 17 CIGARROS;
  6. 07 de Julho - Quarta (até este instante): 08 CIGARROS.

~

Como vês, meu Caro Diário,

não é loiro como Trigo - esta coisa de manter a FASQUIA-DO- QUIM-ZÉ...

"Mas tens conseguido até, em alguns dias, ficar aquém da Fasquia", dizes-me tu.

"Tenho. Pois tenho", respondo-te eu, mas isso tem sido episódico... Ajuda muito ter as mãos ocupadas.

E... mascar!, mascar!, mascar!

(Não sei se não iniciarei um Livro-De-Contas-De-Pastilhas-Eláticas...)

Odiaria retornar-me no rominante d'autrefois... le faiseur de ballons et de craquements... d'antan!

É que já não tenho idade para isso. É feio. Faz-me mal aos maxilares, aos dentes e ao estômago e... também sai caro! Além disso, se me rebentar um balão na cara... lá vão para o galheiro os óculos e a barba...

Era aborrecido... e não carecia...

~

[ flashBack ]

(Vou contar-te um segredo, DIARY:

eu não me contento com uma única 'xiqueléte'... Duas ou três. É, é! É assim desde menino! Lembras-te das Pastilhas Pirata? E das Pastilhas Gorila? Estas, parece, ainda existem. Pois bem: nessa época, eu só me comtentava com duas dessas ao mesmo tempo.

Um dia cresci. E o mau hábito de mascar 'xiquelétes' ou outras gomas quejandas, foi-se perdendo. Caiu por terra.

Ah! Sim! Agora me lembro: o açúcar das pastilhas e a pressão que eu exercia na actividade de mascá-las, provocava-me tais dores de dentes que... bastou para as largar.

Até então, mascava tudo. Até cola-tudo UHU. Juro!

Por altura dos meus 8, 10 anos havia descoberto, em Madrid, umas pastilhas elásticas COLORIDAS. Trouxe um pequeno stock - nessa época era muito difícil passar fronteiras com muitas compras, sob pena de ser-se acusado de CONTRABANDO!

Um dia, o stcok acabou. QUE PENA! E agora? Aquilo fazia um FRU, um tal FRISSON no Colégio!!!...

Eis que, por casualidad, descubro que, à banal pastilha Pirata ou Gorila, bastava juntar-lhe o bico de um LÁPIS DE COR - da cor mais improvável!, e trincar tudo junto... ficavam ainda mais sensacionais que las otras, las madileñas! Roxas, Ocres, Vermelhas-escuras, Cor-de-Laranja-Pôr-de-Sol, e... o MUST: PASTILHA ELÁSTICA de cor PRETA ou ANTRACITE - esta última conseguida à custa dos corriqueiros lápis de grafite.

Um dia, lá descobriram a minha façanha... e... a coisa ficou, talvez, de uma cor pouco apetecível, mesmo para pastilhas eláticas fantáticas)

~

Agora que já revelei ser a vergonha da cara de meus Pais, vou deitar-me e dormir um soninho descansado! Porque esse género de episódios não me traz remorsos ou envergonhadas confissões.

Aprendi TANTO! com esses "PARECE-IMPOSSÍVEL!"

~

Bô'noite! 'Té 'manhã!

PS: vou acender o 10º cigarro da jornada.

sábado, 3 de julho de 2010

02 / 03 JULHO 2010

Dyáryo Vyrtual,
Dyáryo Meu:
Quem é, no CyberEspaço,
mays persystente
que EU ?
.
'Tá bem, não precisas responder.
~
Pois é como te digo:
parece que lhe tomei o gosto,
e pelo caminho que sigo
vou mesmo subir de posto.
~
Isto foi só uma quadrinha de manjerico para fechar os Santos P'ra Pulares.
Agora, pra pulares, já só p'ró ano.
~
Mas como quis dizer-te, logo de início e antes da quadrinha, meu Mui Caro Diário:
A jornada de dia 1 foi ganha, com o cumprimento da FASQUIA-DO-QUIM-ZÉ.
Ah!, mas há mais:
pelo andar da carruagem, diz que o dia 2 vai acabar no mesmo... Que só fumei 13 cigarros até ao momento presente; que não irei fumar mais que 2 cigarros até adormecer; que hoje me custou mais cumprir com a FASQUIA-DO-QUIM-ZÉ; mas que haja força e manobras de distracção e a coisa lá vai fazendo, que rominar o dia inteiro me ajuda mas custa horrores aos meus maxilares... Olha, diz que voltei a fazer balões enormes com as pastilhas e voltei a dar estalinhos; que até a minha Filha já me pediu que a ensinasse a fazer balões para dentro, ao invés de os fazer para fora... Diz que anda tudo às avessas... que fumar, não fumo tanto, mas que tenho fome, que tenho sede... um desassossego.
Olha, isto é tudo o que soube.
Ah!, não! Já me ia esquecendo: diz que vou passar o fim-de-semana fora... lá p'ra casa duns familiares...
Diz que talvez não possa postar nada porque vou estar mui ocupado... mas que depois, mando a 'continha'!
~
Ai!, meu Diário... se não soubéssemos que é de mim mesmo que te estou falando, parecíamos duas comadres a falar da filha cabeleireira lá do bairro.
(Que barrigada!!!)
Será carência de nicotina?
Ai! Salvo-seja!
Diz que uma ressaca... não se deseja.
~
Visto isto e os actos, vou andando.
Vou andando, isto é,... se vossas Senhorias não precisarem mais de mim.
Muito grato!
Sendo assim, retiro-me.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

01 JULHO 2010

Olá DIARY!
.
Pois é,
ontem consegui manter a FASQUIA-do-QUIM-ZÉ,
ai pois é.
Apenas quinze cigarros fumados; mais cinco cigarros sobrantes.
Tenho estado a juntar todos os cigarros que me têm sobrado...
Para quê?
... Não sei.
Talvez para que, ao haver juntado 20, evite comprar um maço novo.
Uma vez que já decidi que todas as manhãs inauguro um maço novo (como no casino se usa fazer com baralhos de cartas), todos os que me vão sobrando vão sendo guardados. Tenho, ainda uma caixinha sempre com cinco cigarros de emergência - para dias de recaída...
~
Não me estou a sair mal, estou?
Até quando???
~
Até logo.
xxx